Desde 2016, o Código de Trânsito Brasileiro considera gravíssima a infração por uso de dispositivos móveis ao volante. Com a atualização, feita pela Lei nº 13.281, o motorista ao celular está sujeito a receber 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a pagar multa de R$ 293,47. Analisando o avanço da tecnologia empregada em radares, fica a dúvida: é possível ser pego pelo equipamento eletrônico?

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Na Austrália, radares capazes de detectar motoristas ao celular já multaram mais de 100 mil vezes (Foto: NSW Transport Departament | Divulgação)

O AutoPapo já noticiou que, na Austrália, os radares que detectam motoristas ao celular estão em uso. No país, em seis meses, com apenas dois aparelhos, 100 mil condutores foram flagrados cometendo a infração.

De acordo com as autoridades de Nova Gales do Sul, a expectativa é de que a utilização das câmeras inteligentes reduzam as mortes no trânsito em até 30% nos próximos dois anos. Mas, e no Brasil?

A Polícia Rodoviária Federal afirma que ainda que a imagem dos radares de trânsito utilizados nas estradas brasileiras captem o motorista ao celular, a autuação não pode ser expedida. Em razão da resposta, que abre precedentes para uma mudança, perguntamos ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) se existem perspectivas para que as imagens capturadas pelos radares possam ser usadas como provas para autuação.

Até a publicação da reportagem, o órgão não respondeu o questionamento.

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) explica que o uso de celular ao volante é a terceira maior causa de morte no trânsito no Brasil. Ainda segundo a entidade, cerca de 150 óbitos acontecem por dia pela utilização indevida do aparelho na hora de dirigir.

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