São poucos os clássicos com motor V8 no Brasil. Os mais comuns são os Ford Galaxie e Maverick, além do os Dodge nacionais – pois a Chevrolet, em vez do motor small block, decidiu dar ao Opala um seis-em-linha. E, se você já andou vasculhando os classificados na Internet, sabe que estes carros não são baratos. Um exemplar bem conservado, sem necessidade urgente de restauração, dificilmente vai custar menos de R$ 80.000.

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Mas existe outra maneira mais acessível de se ter um V8 no Brasil: o Jeep Grand Cherokee de primeira geração, que foi importado na década de 1990 em quantidade razoável. Lançado em 1992, o Grand Cherokee foi o primeiro modelo totalmente novo após a compra da Jeep pela Chrysler – que herdou o projeto da AMC, que por sua vez já estava trabalhando no Grand Cherokee desde 1985. A ideia original era que ele substituísse o Cherokee, mas a Chrysler optou por transformá-lo em uma opção maior e mais cara dentro da linha.

Foi uma decisão acertadíssima. Lançado em 1992, o Grand Cherokee foi um sucesso imediato. Se não surpreendia, o visual quadradão agradava – e judava o SUV a parecer ainda maior. A construção monobloco garantia conforto no uso diário, mas a suspensão com eixo rígido na dianteira e traseira era robusta como a de qualquer outro Jeep. Naturalmente a tração era 4×4, com reduzida e tudo o que fosse necessário para dar ao Grand Cherokee real capacidade off-road.

 

O Grand Cherokee foi vendido com motores seis-em-linha e V8 a gasolina, além de um quatro-cilindros a diesel. No Brasil ele começou a ser importado de forma independente em 1994, oficializando-se em 1996. No Brasil pode-se encontrar o Grand Cherokee com motor seis-em-linha de quatro litros e 190 cv, ou com o V8 Magnum – tanto o 5.2 de 228 cv quanto o 5.9 de 248 cv.

O exemplar anunciado no GT40 é um Grand Cherokee fabricado em 1997, e equipado com o motor 5.9. De acordo com seu proprietário, o SUV tem pouco mais de 153.000 km rodados e está em excelentes condições.

O anunciante diz que o Jeep tem alto nível de originalidade. A pintura está com bom aspecto, ainda que com algumas marcas de uso (em especial nos para-choques, o que é compreensível). Rodas e detalhes de acabamento como faróis, lanternas e emblemas são originais, bem como o revestimento dos bancos e volante. Não há itens quebrados ou ausentes – o que, se tratando de um importado da década de 1990, é sempre desejável. De qualquer forma, não deve ser difícil, contudo, encontrar componentes para importação nos Estados Unidos, onde o Grand Cherokee vendeu 1,48 milhão de unidades entre 1993 e 1998 – uma média de 246.000 exemplares por ano.

Um aspecto interessante do V8 Magnum é que ele é uma evolução direta do motor LA – família da qual faz parte o V8 318 dos Dodge brasileiros. Ainda que o motor Magnum tenha suas particularidades, como injeção eletrônica de época, o parentesco com o 318 certamente facilitará alguns aspectos da manutenção.

É claro que estamos falando de um veículo diferente – um SUV americano legítimo, com câmbio automático e uma boa quantidade de itens de conforto. O interior do Grand Cherokee traz direção hidráulica e ar-condicionado automático, itens que não se via com frequência no fim dos anos 1990.

O Jeep Grand Cherokee de primeira geração pode ser o carro perfeito para quem busca um veículo para viagens com a experiência clássica de um SUV americano. E também pode ser um investimento interessante – tanto que está na lista de carros que, a nosso ver, estão fadados a valorizar no futuro.

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É claro que, apesar do investimento inicial relativamente baixo, o Jeep Grand Cherokee de primeira geração é um veículo para quem sabe onde está se metendo. Recomendamos ter um bom mecânico de confiança e experiência com graxa – além de paciência para garimpar peças e uma quantia reservada para uma nova revisão.

Se você ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do dono.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!