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BMW M440i Coupe é lançado no Brasil por R$ 575.950

A BMW anunciou hoje a chegada do M440i Coupé ao Brasil. A versão imediatamente abaixo do BMW M4 é movida por um seis-em-linha turbo de 358 cv e 51 kgfm de torque, acoplado a uma caixa automática de oito marchas que leva a força para as quatro rodas através do sistema xDrive. É o bastante para ir de zero a 100 km/h em 4,8 segundos, com máxima limitada eletronicamente em 250 km/h.

O M440i, apesar de não ser um modelo “full M”, conta com uma série de modificações em relação aos outros Série 4 para garantir a tocada mais esportiva: suspensão 15 mm mais baixa com geometria recalibrada (molas, buchas e amortecedores mais rígidos), diferencial eletrônico M Sport com autoblocante e componentes aerodinâmicos exclusivos.

O caro é equipado com faróis a laser, assistentes semiautônomos de direção e estacionamento, quadro de instrumentos digital com tela de 12,3 polegadas e central multimídia de 10,25 polegadas, heads-up display, som Harman Kardon com 16 alto-falantes, conexão Apple CarPlay e Android Auto e assistente virtual com reconhecimento de voz. O preço: R$ 575.950 – bem mais em conta que os R$ 850.000 cobrados pelo M4.

 

Rimac Nevera: versão de produção do supercarro elétrico tem 1.914 cv

Você deve lembrar do conceito Rimac C_Two, que foi apresentado em março de 2018 pela fabricante croata Rimac. Agora, três anos e uma parceria com a Porsche depois, a Rimac apresenta sua versão de produção. Que, felizmente, não se chama C_Two, e sim tem um nome de verdade: Rimac Nevera. É o nome de uma tempestade de verão que ocorre na região do Mediterrâneo e é conhecida por ser repentina e muito forte. Apropriado para um hipercarro elétrico que foi anunciado de surpresa e tem nada menos que 1.940 cv em seus quatro motores elétricos.

Além dos quase 2.000 cv, o Rimac Nevera também dispõe de absurdos 240,6 kgfm de torque – tudo a partir de zero rpm, como bom elétrico. A fabricante diz que é o suficiente para, nas condições ideais, o Nevera é capaz de ir de zero a 100 km/h em 1,97 segundo. Para segurar o carro, freios Brembo com discos de carbono-cerâmica e 390 mm de diâmetro foram adotados, bem como pinças de seis pistões.

Para alimentar tamanha capacidade, o Rimac Nevera usa uma bateria de 120 kWh e, de acordo com a empresa, consegue autonomia de até 550 km em uso normal – evidentemente que, se você quiser testar toda a capacidade do hipercarro, esse número cai bastante. Por sorte, o sistema elétrico de 500 kW suporta recargas ultrarrápidas: a Rimac promete que é possível ir de zero a 80% da capacidade da bateria em apenas 22 minutos.

Além de muito eficiente, a bateria também tem função estrutural: ela foi integrada ao monocoque de fibra de carbono e ajuda a aumentar a rigidez da estrutura em 37%. E ela até ajuda a conter o peso do veículo: são 2.150 kg, o que nem é tanto assim para um elétrico. A distribuição da massa também é bem calculada; 48% na frente e 52% atrás.

Serão feitas 150 unidades do Rimac Nevera, cada uma custando a partir de € 2 milhões – são mais de R$ 12 milhões em conversão direta. Cada uma delas será autografada à mão pelo fundador e CEO da fabricante, Mate Rimac – e ele garante que, com as opções de personalização, não haverá dois carros iguais.

 

Volkswagen Taos Basecamp será fabricado na Argentina (e pode vir ao Brasil)

Na segunda quinzena de maio foi apresentado nos Estados Unidos o conceito Taos Basecamp, versão “aventureira” do novo SUV da Volkswagen. O carro foi equipado suspensão elevada, pneus para uso off-road de perfil bem mais alto, rack no teto com faróis auxiliares, uma divisória entre o compartimento de carga e o habitáculo e preparação para rebocar trailers. Além disso, recebeu acabamento exclusivo, com pintura em três tons, rodas pintadas de preto e um visual geral mais agressivo.

A princípio, acreditava-se que era apenas um conceito para gerar interesse pelo Taos e demonstrar seu potencial. Mas, na apresentação do Taos aos funcionários da Volkswagen em Pacheco, na Argentina – onde é produzida a versão que vem para o Brasil – a fabricante confirmou que o Taos Basecamp será fabricado lá. De acordo com os hermanos do Argentina Autoblog, a produção está marcada para começar em outubro de 2021, a tempo de colocar o Taos Basecamp à venda até o final do ano. Detalhe: embora esteja confirmado para o mercado argentino, a possibilidade de que ele seja vendido no Brasil e outros países do Mercosul não é pequena.

O visual do carro provavelmente será mais contido nas cores, e é bem provável que o rack de teto com faróis de longo alcance não faça parte do pacote (diríamos que chega a ser óbvio). E o powertrain será o mesmo das outras versões: o motor 1.4 TSI de 150 cv, mais câmbio automático de seis marchas e tração dianteira. Nada de 4Motion ou motor turbodiesel.

 

Hennessey coloca as mãos no Shelby GT500 e cria um monstro de 1.013 cv

Você conhece o roteiro: uma fabricante americana lança um esportivo novo, com motor grande e sobrealimentado, e todo mundo fica impressionado. Então, um texano chamado John Hennessey provavelmente pensa “meh, dá para deixar esse carro ainda mais potente”. Foi assim com os Dodge/Jeep/RAM com motor Hellcat, foi assim com os Z06 e ZR1 da Chevrolet, foi assim com a Ford Raptor, e agora a mesma coisa aconteceu com o Shelby GT500. Só demorou um pouquinho. Eis o Venom 1000!

Mas vamos aos números: originalmente, o Shelby GT500 dispõe de 770 cv e 86,4 kgfm de torque – mais que o suficiente para garantir diversão a qualquer entusiasta por décadas a fio. Mas a Hennessey, como de costume, fez suas melhorias.

O supercharger recebeu uma polia maior, o intercooler foi trocado por um de maior capacidade, os injetores originais deram lugar a injetores de alta vazão, o cabeçote recebeu um retrabalho de fluxo e o sistema de escape foi trocado por um menos restritivo (e mais barulhento). Resultado: 1.013 cv e 117,5 kgfm de torque quando há E85 no tanque. Com gasolina de 93 RON, a potência cai para “só” 912 cv.

Para lidar melhor com a potência extra, o câmbio de dupla embreagem e oito marchas usado pelo GT500 foi recalibrado, mas a Hennessey não diz o quão mais rápido o carro ficou. Originalmente, o GT500 vai de zero a 100 km/h em 3,5 segundos, com máxima de 290 km/h.

 

Porsche pode ter sedã elétrico para rivalizar com Tesla Model 3 e BMW i4

Em uma manobra inédita, a Porsche pode ingressar no segmento dos sedãs executivos com um carro elétrico. De acordo com os britânicos da Autocar, o pessoal em Stuttgart estuda a possibilidade de criar um modelo novo para competir com o Tesla Model 3 e o BMW i4 – carros bem mais acessíveis que o Porsche Taycan, que reside em um segmento bem superior.

O carro ainda usará a plataforma modular PPE, que além do Taycan também serve como base para o Audi e-tron GT – o que descomplica o processo de criar um carro de menor porte. Segundo a Autocar, corre nos bastidores que o sedã usará o nome Cajun, que foi registrado em 2011 e chegou a ser considerado para o Porsche Macan. Falando nele, é provável que o sedã divida o powertain com o futuro Macan elétrico e com o Audi A4 e-tron – ou seja, que traga opções de um ou dois motores com tração traseira ou integral.

Questionada pela publicação, a Porsche não negou a ideia, mas preferiu deixar o novo sedã no campo das possibilidades.

 

Touring Superleggera revela Arese RH95, seu supercarro com motor Ferrari

A lendária carrozzeria Touring Superleggera, famosa por criar o método de construção que leva seu sobrenome, apresentou nesta semana o Arese RH95, um supercarro totalmente artesanal criado para comemorar os 95 anos da empresa.

O carro usa o motor V8 biturbo da Ferrari F8 Tributo, com exatamente os mesmos números: 720 cv e 78,5 kgfm de torque. O câmbio também é o mesmo, com dupla embreagem e sete marchas – por isso, o desempenho é praticamente igual: zero a 100 km/h em 3 segundos (contra 2,9 segundos da F8), zero a 200 km/h em 7,6 segundos e máxima de 340 km/h.

Embora use o mesmo motor que a F8 tributo e tenha o mesmo monocoque, a Touring Superleggera garante que a carroceria é totalmente exclusiva. E, de fato, há uma série de elementos completamente distintos da F8 Tributo. A dianteira tem faróis menores e arredondados, além de uma entrada de ar dividida em três no para-choque. Atrás, as linhas mais arredondadas aparecem novamente no para-choque e na interessante tomada de ar no teto, que segue até o final do deque traseiro. A área onde ficam as lanternas – que são peças horizontais e retas, contrastando com as formas sinuosas do restante do carro – tem acabamento em cinza acetinado, enquanto todos os outros painéis receberam uma bela pintura verde.

Serão feitos 18 exemplares do Touring Superleggera RH95, sendo que os próximos dois carros a serem produzidos já têm até o esquema de cores definido: um deles usará um tom de vermelho inspirado pela Alfa Romeo, e outro receberá pintura azul e laranja para homenagear a famosa decoração de corrida da Gulf Oil.