Argentina: preço do carro dispara e chega a ser o dobro do Brasil

Com ausência de carros emplacados no mês de abril, a Argentina ensaia retorno às vendas de automóveis. Contudo, a economia local – que já estava bem ruim antes da pandemia – volta com uma realidade muito ruim, preços extremamente altos.

Os valores dos carros na Argentina, quando comparados com os preços dos modelos similares vendidos aqui, simplesmente assustam e lembram até os valores cobrados na Venezuela há alguns anos.

Numa conversão direta, com o peso argentino sendo cotado a R$ 0,087, os preços dos carros do outro lado da fronteira simplesmente dobram, mas não é por conta da relação cambial entre as duas moedas. O problema lá é o dólar muito elevado.

Argentina: preço do carro dispara e chega a ser o dobro do Brasil

Assim, as marcas decolaram com os preços. Um exemplo é o preço do Fiat Mobi, que em julho de 2019, custava por lá 377.600 pesos, o que na época equivalia aos R$ 34 mil oferecidos aqui. Havia alguma paridade nos preços de lá e de cá.

Hoje, no entanto, a coisa é bem diferente. O Fiat Mobi custa 743.000 pesos ou R$ 64,6 mil e estamos falando da versão mais em conta. O Argo começa em 959.100 pesos ou R$ 83,4 mil. Nativo, o Cronos parte de R$ 84,5 mil. O que menos assusta é a Toro Diesel por 1.345.200 pesos ou R$ 117 mil.

O VW Fox, por exemplo, que está saindo de cena por lá, custa a bagatela de R$ 104 mil na versão Connect 1.6 manual, que aqui sai por R$ 51.990. Ou seja, exatamente o dobro do cobrado aqui. Passeando pela linha VW, temos um Gol 1.6 (Trendline lá) por 1.046.500 pesos ou R$ 91 mil. Já o Polo Highline chega a custar R$ 130.200!

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A Amarok Extreme V6 não faz inveja à RAM 2500 no Brasil, custando R$ 329 mil ou R$ 330 mil na Black Style. Ou seja, ela custa na topo de linha mais de R$ 100 mil se comparada com o preço brasileiro e, lembrando, ela é argentina.

Na Chevrolet, o Joy parte de R$ 75 mil. Se você preferir o Onix Premier 1.0 Turbo, pode leva-lo por R$ 114.150! A Spin Activ inicia em R$ 126,7 mil. A S10 Diesel parte de R$ 151,7 mil e vai até R$ 258,7 mil na High Country. Ou seja, quem tem dinheiro, que vá de carro diesel.

Se você lembrou daquela marca japonesa, saiba que ela segue a tendência também. O Toyota Etios começa em R$ 73,1 mil, enquanto o Yaris parte de R$ 93 mil. Já o Corolla 2.0 CVT parte de R$ 128,2 mil, mas o 1.8 Hybrid mais completo alcança a bagatela de R$ 190 mil! R$ 50 mil a mais que aqui.

Argentina: preço do carro dispara e chega a ser o dobro do Brasil

A Hilux GR Sport custa R$ 291,2 mil, independente se for V6 4.0 a gasolina ou diesel 2.8. Lá, o RAV4, aqui teve salto de preço, vai de R$ 282,5 mil até R$ 328 mil.

O Renault Kwid parte de R$ 68,7 mil, mas pode ser encontrado em ofertas a partir de R$ 52,1 mil. O Sandero (1.6) parte de R$ 80 mil, enquanto o Duster (antigo) inicia em R$ 104,7 mil. E o Captur? R$ 121,9 mil.

Esse são só alguns exemplos dos preços sugeridos no mercado local, que infelizmente deve enfrentar dias piores que os anteriores à Covid-19, mesmo com alguma ajuda do governo, que já tentou salvar o mercado em gestões anteriores, sem sucesso.

 

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